Crise e estilo de vida.
Nosso estilo de vida e consumo nem sempre reflete a nossa real condição financeira. Quando usamos dinheiro emprestado para fazer compras criamos uma ilusão de que podemos manter um padrão de vida maior do que aquele que temos hoje. A crise que foi criada nos EUA tem como base esse estilo de vida financiado, que foi além do que poderiam imaginar. Com a oferta de grandes empréstimos para pessoas que não teriam condições de pagar (chamado de subprime), criou-se um aumento inicial no consumo de casas, carros, etc, gerando um aumento na economia que não era baseado na “realidade” da população. Quando isso tudo veio a baixo, o estouro da bolha, como ficou conhecido, o mundo todo sofreu as conseqüências da inconseqüência. O Brasil ainda “está longe” de chegar nesse patamar, uma vez que financiamos “apenas” 1/3 (um terço) do nosso PIB, mas ainda assim a questão é preocupante.
O que vimos, foi que nos últimos anos, usar dinheiro emprestado passou a ser algo culturalmente aceitável. Não é mais tão comum ver pessoas pagando suas contas com dinheiro. As lojas não oferecem mais incentivos para que se pague em dinheiro, mesmo que elas tenham que pagar até 6% do valor para a operadora do cartão de crédito. Pagar suas contas com dinheiro emprestado era algo inaceitável 80-50 anos atrás e o dinheiro emprestado servia apenas para casos de emergência e desastres como uma praga na colheita. Hoje, as únicas “pragas” que atacam as nossas “colheitas” são o juros, o cheque especial e o pagamento do mínimo do cartão de crédito.
A questão mais delicada é que, estamos usando dinheiro emprestado para tudo! Até para o que não é necessário. Sim, muitas famílias passam por necessidades, e por dificuldades e acabam recorrendo ao crédito, mas muito pode ser feito para minimizar o impacto desses momentos de crise. O que acontece é que somos levados a ostentar um padrão de vida superior àquele que realmente temos condições de manter e por isso muitos vivem endividados. Lembre-se, alguém sai ganhando com isso, e não é você!
O que vimos, foi que nos últimos anos, usar dinheiro emprestado passou a ser algo culturalmente aceitável. Não é mais tão comum ver pessoas pagando suas contas com dinheiro. As lojas não oferecem mais incentivos para que se pague em dinheiro, mesmo que elas tenham que pagar até 6% do valor para a operadora do cartão de crédito. Pagar suas contas com dinheiro emprestado era algo inaceitável 80-50 anos atrás e o dinheiro emprestado servia apenas para casos de emergência e desastres como uma praga na colheita. Hoje, as únicas “pragas” que atacam as nossas “colheitas” são o juros, o cheque especial e o pagamento do mínimo do cartão de crédito.
A questão mais delicada é que, estamos usando dinheiro emprestado para tudo! Até para o que não é necessário. Sim, muitas famílias passam por necessidades, e por dificuldades e acabam recorrendo ao crédito, mas muito pode ser feito para minimizar o impacto desses momentos de crise. O que acontece é que somos levados a ostentar um padrão de vida superior àquele que realmente temos condições de manter e por isso muitos vivem endividados. Lembre-se, alguém sai ganhando com isso, e não é você!


1 Comentários:
Admiro muito a atitudes de vocês! São poucos os que se preocupam com esta 'cultura de endividamento' na qual estamos vivendo e, pior ainda, quase não há iniciativas como esta.
Além do blog vocês também poderiam criar uma comunidade no Orkut.
Mari
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