Para onde foi o meu dinheiro?
Para onde foi o meu dinheiro? Essa era a pergunta que aterrorizava a minha mente nos meses de janeiro e fevereiro. Onde foi parar o 13º salário? Aquele dinheiro extra que eu ganhei, onde foi que eu gastei mesmo? E aquela grana que colocamos na poupança, que fim levou? Se você já se cansou de ficar procurando onde gastou o seu dinheiro, já passou horas analisando o “rombo” no extrato bancário e trabalha só para pagar a fatura do cartão de crédito, está na hora de você colocar um basta nesta situação!
Acredite, é possível mandar no seu dinheiro em vez deixar que ele mande em você.
Acredite, é possível mandar no seu dinheiro em vez deixar que ele mande em você.


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Que fase massacrante. Tão sinistra que nos traz à memória o célebre pronunciamento de John Kenneth Galbraith, decano dos economistas de esquerda nos Estados Unidos: “A Economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas”. Foi então que perdi o sono de vez!
Ora, como acordar no G8 e ser obrigado a terminar o dia no índice “Dow Jones”? Não aguentei mais e explodi: Chega! Assim, no auge deste meu protesto solitário, resolvi ler a Bíblia - confesso ser um remédio infalível para qualquer surto, seja ele de “economês” ou não - e lá estou eu no Livro de Gênesis, relendo a história do patriarca Abraão.
Foi uma excelente experiência. Consegui livrar-me dos criminosos virtuais, sentindo-me renovado e triunfante em Ur dos Caldeus, na antiga Caldéia, dois mil anos antes de Cristo. Que maravilha. Descobri que ali tudo fluía naturalmente. A agricultura, a criação de ovelhas e de cabras geravam um comércio ativo e natural com as regiões circundantes. Até os meus pensamentos de Economia me faziam relaxar. Incrível. Era como se o próprio Universo conspirasse a favor daquele povo!
Então, repentinamente, fui absorvido pela coragem e determinação de Abraão, um dos homens mais ricos e prósperos daquela região. “O tal Universo” resolveu se comunicar com ele. Era o próprio “El Shaddai”, o Deus Todo-Poderoso, que simplesmente determinou que ele deixasse a sua casa e parentela e rumasse em direção à Terra Prometida.
E assim, Abraão, o amigo de Deus, movido pela sua fé inabalável, iniciou a sua a missão, tornando-se o pai de muitas Nações, inclusive da Escócia. Escócia? Como assim? Ora, com tantas notícias de Economia, como eu poderia, em minha insônia involuntária, esquecer-me das teses do economista escocês Adam Smith (1723-1790), um legítimo remanescente da cultura caldéia.
Smith acreditava que Deus havia disposto as coisas de tal forma que, se os homens e as mulheres fossem deixados livres e buscassem seus próprios e legítimos interesses, naturalmente terminariam por favorecer toda a sociedade. Para o economista, tal ação culminaria com a promoção do crescimento econômico e a inovação tecnológica, ou seja, as pessoas, quer tivessem ou não intenção ajudariam-se umas às outras, ao buscar ajudar-se a si próprias, pois ainda o mais ganancioso dos motivos geraria condições favoráveis para todos. Esta tese de Smith é intitulada “A riqueza das Nações”.
Então, finalmente consegui relaxar. Descobri que apesar das tentações Keneyanas – a Economia requer a influência estabilizadora do Estado – o crime dos indicadores econômicos seria desvendado e eu viveria em paz novamente, fosse uma marola ou um tsunami.
Para isto bastaria que eu seguisse o exemplo de Abraão e lutasse para viver em uma sociedade menos egoísta e mais fraterna, tal e qual o Evangelho nos exorta. Realmente, mais uma vez a Bíblia tinha razão.
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